Angelo Rosa — Product Designer

Como trabalho

Meu trabalho como Product Designer é entender a fundo um desafio e transformá-lo em uma solução digital eficaz. Para isso, adoto uma visão holística, mantenho o foco no usuário e colaboro de perto com stakeholders e desenvolvedores em todas as etapas, do discovery ao handoff. Meu processo é estruturado, mas flexível, e utilizo a inteligência artificial de forma estratégica, não como um atalho, mas como uma ferramenta para aprofundar a pesquisa, validar hipóteses e expandir a qualidade do meu trabalho.

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Se eu puder sintetizar de forma clara o que faço como Product Designer seria: Meu trabalho é entender a profundidade de um desafio e viabilizar na forma de uma solução digital.

Eu acredito que o trabalho de criação de um produto digital é fruto de um grande esforço de levantamento dos requisitos, regras de negócio e desejo do usuário. Meu trabalho é realizar o entendimento de todos estes fatores e concretizar estes outputs em uma solução que sane a dor e necessidade de quem irá consumi la.

Para isso eu conto com alguns pilares que fazem parte da minha metodologia de trabalho:

Baseio o meu processo de design seguindo o processo de Design Thinking, adaptando suas etapas para a as especificidades de cada projeto levando em consideração seu estágio de maturidade, tamanho de escopo e prazo de realização.

Durante estas etapas eu deposito um esforço ainda maior nas etapas de empatia (para poder compreender profundamente o usuário, seu contexto, necessidades e dores) e prototipação e testes para avaliar se o que está sendo proposto está realmente alinhado aos requisitos e necessidades dos usuários.

Características de algumas etapas do meu modo de trabalho:

Discovery

O discovery é uma das etapas mais importantes do meu processo de trabalho, é durante o Discovery que eu foco em levantar os pontos chave que irão definir o projeto. Durante esta etapa, eu faço questão de mapear todos os stakeholders para poder realizar entrevistas exploratórias com cada um deles.

Para cada uma das entrevistas eu defino uma lista de dúvida que tenho e desejo que sejam respondidas ao final das entrevistas. Busco realizar as entrevistas sem um roteiro específico e perguntas pré estabelecidas, isso me dá bastante liberdade de explorar as nuances que eu vou identificando ao longo da conversa.

Todas as entrevistas são gravadas e transcritas. Com este material em mãos eu alimento um banco de dados vetorial de um agente, o que me permite criar uma ferramenta poderosa que me permite tirar dúvidas e realizar validações durante o restante do projeto.

Wireframing

Uma vez levantado todo o universo de discovery que eu necessito, eu já tenho uma boa ideia de hipótese da solução. Gosto de começar a materializar esta solução em wireframes usando o Miro. Nesta etapa eu estou livre para desenhar as telas, soluções e jornadas que irão compor a base da prototipação da solução.

Aproveito para validar estes wireframes com os stakeholders coletando seus feedbacks iniciais e com isso ir aprimorando como será a arquitetura da solução que estou desenhando, muitas vezes esses ajustes são feitos em tempo real com eles durante a apresentação, chegando ao resultado final de forma colaborativa com as pessoas.

Prototipação

Antes de criar as telas é importante que projeto tenha um ambiente de Figma bem organizado. Geralmente eu começo criando uma página de Style Guide sólida levando em consideração a identidade visual da empresa como cores, tipografia e linguagem da marca.

Um dos desafios comuns que acontece nessa etapa é quando uma marca utiliza cores similares as cores semânticas utilizadas nas interfaces como success, warning, danger, etc. Estes casos necessitam de estudos e testes mais aprofundados para não haver riscos de criar interfaces confusas e inconsistentes.

Todo o material criado eu construo com base no conceito de Atomic Design, onde eu componentizo os tokens, átomos, células e por ai em diante. Utilizar esse conceito no documento garante a consistência necessária para a escalabilidade do projeto e consistência do design ao longo do tempo.

Gosto de estruturar o arquivo usando uma página por história do usuário e construindo esta jornada passo a passo ao longo das telas. Isso contribui com a rastreabilidade da documentação de origem da jornada, atrelando a página do Figma à documentação da história do usuário criada.

Testes e iteração

É comum em projetos menores ou com prazos apertados que a etapa de testes e validações com usuários seja suprimida, principalmente quando estamos atuando em uma software house que lida com diversos projetos em paralelo.

Nestes casos eu busco negociar com o Product Meneger ou Agilista a alocação de um prazo de testes, explicando que se trata de uma etapa estratégia de economia de tempo, pois nesta etapa, ao se identificar erros e pontos de melhora, é muito mais rápido ajustar estes pontos em design do que alocar horas de desenvolvimento para refatorar estes itens.

Para a realização destes testes eu utilizo a plataforma Maze, onde envio as telas e configuro a jornada que o usuário deverá percorrer. O Maze monitora cada passo que o usuário realiza durante a navegação e gera relatórios preciso com informações úteis para ajustes da UI e UX das telas.

Handoff

Observando diversas empresas de tecnologia é comum observar ambientes onde time de desenvolvimento e design atuam separadamente em seus silos, isso cria um ambiente de baixa colaboração e baixa oportunidade de aprendizado para ambos profissionais.

Ao longo da minha carreira eu sempre me capacitei em ferramentas e linguagens de desenvolvimento para poder garantir uma comunicação fluida com o time de desenvolvimento, afinal eles serão os responsáveis por assumir o design que realizo e atuar na etapa final do projeto.

Dessa forma sempre busco atuar de forma muito próxima com os desenvolvedores, apresentando o projeto, os requisitos, o design e me consultando com eles sobre a viabilidade de cada item mais complexo que eu venha a idealizar ou desenhar. Isso me conferiu uma bagagem técnica muito importante que me garante um alinhamento técnico precioso ao decorrer do projeto.

Uso da inteligência artificial

Eu acredito que a IA é uma ferramenta muito valiosa que ajuda a expandir a capacidade técnica de um designer. Eu a utilizo de forma estratégica em diversas etapas do meu processo de trabalho, atuando com um catalizador para a qualidade técnica do trabalho que desenvolvo. Segue abaixo alguns caso de uso da IA no meu processo de trabalho.

LLM com base de conhecimento

Todas as informações levantadas durante a etapa de discovery é cuidadosamente processada e tokenizada por mim em uma base de dados vetorial onde eu conecto um agende que usa esse banco de dados como repositório de conhecimento.

Esse agente se torna uma poderosa ferramenta para que eu possa acessar qualquer informação levantada no discovery usando linguagem natural, utilizo para tirar dúvidas, complementar escopos e validar as soluções que desenvolvo sem precisar acionar novamente os stakeholders ao longo do projeto.

Persona sintética

Realizo diversas entrevistas estruturadas com grupos de usuários que tenham o perfil que desejamos. Esta massa de dados é utilizada para a definição de personas sintéticas que contam com um banco de dados completo sobre as características destes usuários.

Para cada tipo de persona eu crio um agente personalizado que conta com o banco de conhecimento e fining tuning de linguagem. Estes agentes são fundamentais para rodarmos testes e validações das diversas soluções que criaremos.

Desk research

Utilizando ferramentas de IA que conta com a funcionalidade de pesquisas profundas, realizo as pesquisas iniciais de mapeamento e pesquisa sobre mercados, concorrentes, soluções similares, etc. A ferramenta realiza a busca e me entrega um relatório estruturado feito sobre medida com base nos requisitos que desejo.

Este relatório pode ser feito na forma de apresentações ou sites interativos que ficam documentados no repositório do projeto.